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Pesca Canavieiras, sul da Bahia, Brasil
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Pesca
do Marlin Azul em Canavieiras |
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Matéria Publicada na Revista VEJAEles querem briga
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Homens desacompanhados, europeus e
americanos, desembarcam no aeroporto de Ilhéus, no sul da Bahia,
pensando num único prazer: a captura do marlim-azul, um gigante
dos mares que pode pesar 1 tonelada, nada a até 90
quilômetros por hora e dá sensações
únicas ao pescador brindado com uma fisgada. A uma hora de
Ilhéus, o pequeno município de Canavieiras está de
frente para o Royal Charlotte Bank, um acidente na geografia do mar que
torna o lugar único para a pesca do marlim. Trata-se de um banco
de areia que vai afundando ao longo de 100 quilômetros,
até atingir 3.000 metros de profundidade – mas com temperatura
da água em torno dos 30 graus. São
condições que só se vêem ao lado das Ilhas
Galápagos e no litoral da Costa Rica, os dois outros pontos de
concentração de marlins.
Quase 100 estrangeiros se apresentam nos
barcos a cada mês do verão. Acredita-se que os
peixões venham da Índia e da África,
atraídos pelo calor das correntes marítimas. O marlim
está no topo da cadeia – não serve de alimento nem para
tubarões. Os regulamentos da pesca oceânica determinam que
ele deve sofrer o mínimo possível. A maioria é
devolvida para a água depois de fotografada. Em alguns torneios
doam-se exemplares para instituições de caridade. A
carne, fibrosa, lembra vagamente a do atum.
Os pescadores têm renda equivalente
a 150.000 reais por ano e gastam boa parte da poupança nos
quatro dias de mar. "Eles vêm dispostos a pagar caro pelo
intervalo longe de tudo que lembre trabalho". O Brasil também
tem adeptos do esporte e parte deles está descobrindo o sul da
Bahia. É um hobby caro. Os barcos mais sofisticados custam mais
de 1 milhão de dólares.
Há embarcações que têm até pista de dança – acessório quase inútil, porque raramente se vê mulher a bordo. A pesca do marlim é um jogo até literariamente pintado como coisa de homem. O escritor americano Ernest Hemingway – pescador – narrou num de seus grandes livros, O Velho e o Mar, a luta entre homem e peixe. A bordo de seus superbarcos, os homens, quando agarram um dos grandes, comportam-se como meninos. Gritam, pulam, comemoram. "É indescritível, um prazer incontrolável", diz Cirne. "Compensa os gastos." Revista VEJA - ed. 1725 - 7/11/2001 - Seção Geral/Turismo |
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Farol da
Ilha em Canavieiras, Ilha de Atalaia, Litoral sul da Bahia.
Suites para Pescadores com
varanda privativa e vista para o mar. Hospedagem para Pescadores. Com boms
preços entre 50 - 100 R$ por casal incluindo
café da manhã. Cortesia para crianças até 3
anos (uma por apartamento). |
Makaira
nigricans
Família:
Istiophoridae Nome em inglês: Blue marlin
Comprimento:
4,2m
Peixe
de grande porte, chega aos 500 Kg de peso. Ocorre em mar aberto, sendo
muito veloz e grande predador. Caça cardumes de cavala, bonito,
dourado e gosta também de lulas. Nada junto à
superfície
e tem hábitos solitários.
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No
dia seguinte, resolvemos tentar o Rio Salsa. Já na subida
fomos nos deparando com tucunarés na faixa de 1 a 1,5 kg,
disputavam,
palmo a palmo, nossas iscas artificiais, com valentes robalos-peva. Uma
loucura! A notícia mais feliz, neste ponto da viagem foi o fato
de que, ali, a pesca predatória de mergulho e redes não
têm
vez, graças à ação de alguns fazendeiros
locais,
que não dão moleza aos maus pesca-dores. Só esta
atitude
de um pe-queno, mas influente grupo de ver-dadeiros ecologistas faz do
Salsa o melhor rio do Sul da Bahia.
Graças, principalmente ao Rio Salsa, Canavieiras é, com certeza, o melhor pesqueiro do Sul da Bahia, com rampa fácil, gasolina e pousadas simples, porém acolhedoras. pag. 196 |
| Nosso
último dia em Canavieiras foi fechado com chave de ouro,
cravejada de diamantes. Ao cair da tarde, voltávamos da
cabeceira
do rio e resolvemos dar uma passadinha na boca da barra, para tentar
mais
alguns arremessos.
Quico, arremessa, sente o tranco e começa uma briga que não acaba mais...... <> ..... finalmente, o bruto foi arrastado para a praia no lado oposto do rio, na boca das barras. Jonas pulou na água e com um passaguá apanha o peixe e sai correndo em direção à areia, onde Quico recolhia sua linha, lentamente. Havia altas possibilidades dela arrebentar, pois além da espessura muito fina (14 lb), mesmo com líder, já estava bastante ralada pela boca e pela lâmina da guelra do robalão enorme. Comemoraram juntos, com abraços e berros. |
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Características Gerais - Os robalos vivem preferencialmente em águas costeiras e estuarinas, podendo ser encontrados na parte alta dos rios. Alimentam-se principalmente de peixes e crustáceos. São considerados, em relação à carne, como peixes de ótima qualidade. Como características gerais podemos dizer que são peixes de corpo alongado, comprimido, com o perfil dorsal acentuado. Os dentes são pequenos e o pré-operculo com margem serreada. Para o Brasil são registradas 4 espécies Centropomus undecimalis e Centropomus parallelus, com distribuição da Flórida ao sul do Brasil; Centropomus ensiferus e Centropomus pectinatus, com distribuição da Flórida ao Rio de Janeiro.
Utilizando Iscas Artificiais - A pesca do robalo com isca artificial pode ser executada tanto na foz do rio, no mar, quanto na cabeceira, sendo que, na cabeceira e corpo do rio, observa-se mais a eficiência. As varas mais utilizadas são as de ação média e média pesada, linha de 17 a 20lb com arranque de 25 a 30lb. As iscas mais eficientes são as de meia água e de fundo ("Jigs, Shads ou Grubs"). Na foz do rio o arremesso deve ser executado em áreas de turbulência que fica sem ocorrência da maré. Uma boa dica é colocar na ponta da linha um chumbo triangular e a uma distância de 80 cm, uma haste de 50 cm com a isca. Esta técnica observei um velho pescador usar, permite que a isca fique no local adequado por mais tempo. O arraste deve ser lento. Para a pesca do robalo em rios pode-se utilizar o mesmo equipamento descrito para a foz. A grande diferença é o método de pesca. O robalo é um peixe carnívoro e predador que fica abrigado no meio de galhadas, troncos de árvores ou pedras a espera de sua presa, preferencialmente pequenos peixes e camarões. Utiliza tática de caça na margem com água clara e em movimento. Portanto, este é o ambiente ideal para a realização da pesca.
Utilizando Iscas Naturais- A pesca do robalo com isca natural, depende muito da habilidade do pescador, do tipo da isca (que pode variar muito dependendo do ambiente) e equipamento. Usualmente, utiliza-se o camarão vivo, o lambari e/ou piaba.
A Pesca na Foz do Rio -Neste ambiente o robalo mais encontrado é o "furo" ou "flecha". O equipamento deverá ser preparado com vara de ação média e média pesada, de 6 a 7 pés, linha 20lb e arranque de 30lb. O chicote deverá ter 3 anzóis posicionais a uma distância de aproximadamente 25 cm a 30 cm, com haste de 15 cm a 20 cm. O chumbo deverá ser triangular e compatível com o equipamento montado. Uma boa dica é utilizar, se o fundo do local de pesca for arenoso, um chumbo com 4 hastes em "x", para servir como âncora. O lançamento deverá ser executado em locais de água agitada, sem corrente. A melhor maré observada é a enchente. A isca recomendada é a manjuba,Anchoviella lepidontostole, mas a Tainha pequena, também é uma boa opção. Alguns pescadores preferem o camarão vivo. Uma dica interessante é a maneira de colocar a isca no anzol. Retire a cabeça e a cauda da isca e coloque-a de forma que a ponta do anzol fique na região caudal da isca. Monte a isca de maneira que esta fique esticada no anzol, evitando dobras.
A Pesca na Cabeceira e Corpo do Rio - Neste ambiente o robalo mais encontrado é o "peba" ou "peva", Centropomus paralellus. Importante para a escolha do local de pesca é saber se existem barreiras físicas que dificultem a migração destes peixes. Utilize uma vara de 6 pés, linha 17lb e arranque de 20 ou 30lb. As melhores, iscas verificadas são o lambari, Astyanax spp. e o camarão vivo. Estas iscas, quanto vivas, devem ser iscadas da seguinte maneira: lambari, prender o anzol na região dorsal, acima da nadadeira peitoral; o camarão deve ser iscado na região dorsal logo após a cabeça. Este método é fundamental para a manutenção da isca viva e permitir o movimento. O lançamento deve ser realizado a uma distância de 10 a 15 metros, sempre em locais que existem abrigos na margem ou no substrato. Galhadas e troncos caídos são uma ótima opção.
Pesca com Bóia - Uma técnica usada com frequência para a pesca do robalo é a utilização de bóia. Esta técnica é utilizada em locais que existam enroscos (galhadas, pedras, etc.). A utilização da bóia permite a flutuação da isca natural, evitando prováveis perdas de equipamento. O equipamento deve ser montado utilizando-se o seguinte material: vara com capacidade para linha de, no mínimo, 17Lb; linha de 0,30mm; anzóis 2/0 a 1/0; bóia de isopor capaz de flutuar com o equipamento; chumbo de aproximadamente 30g. Unindo a linha que atravessa a bóia e une ao chumbo, deve-se fixar um destorcedor. A linha do empate deve ser de 0,45mm a 0,50mm. As principais iscas são: o camarão vivo, o lambari vivo e com menor eficiência, pedaços de manjuba (Anchoviella lepidentostole).
Pesca de Rodada - Para a realização da pesca de rodada do robalo, devemos ter o seguinte equipamento: carretilhas ou molinetes que comportem, no mínimo, 150m de linha 0,30mm de diâmetro; linha principal com 0,30mm de diâmetro; linha de arranque transparente de 0,50mm de diâmetro; chumbo do tipo oliva de aproximadamente 50g; destorcedor e anzóis 1/0 ou 2/0. Os arranques deverão ter 80cm de comprimento. Coloque na extremidade da linha do arranque o chumbo e na outra extremidade o destorcedor que ligará à linha principal. A uma distância de 20cm do chunbo, insira uma haste (rabicho) perpendicular à linha principal, também com 0,50mm de diâmetro, com 30cm de comprimento, onde será fixado o anzól. A melhor isca para esta modalidade de pesca é o camarão vivo, principalmente para as baias, manguezais e estuários. O lambari, também pode ser usado, principalmente em ambientes de lagoas e rios onde são abundantes. O camarão vivo deve ser iscado logo após a carcaça da cabeça, em região muscular e o lambari, em região muscular logo abaixo da nadadeira dorsal. Este método consiste em deixar o barco à deriva, explorando o ambiente. Deve-se lançar a isca na água, liberando a linha completamente até o chumbo atingir o fundo, recolhendo aproximadamente 0,50 a 1,0m de linha. Verifique constantemente a profundidade no local.
Observação - O robalo é um peixe que muda seu comportamento com muita facilidade. Algumas alterações ambientais podem interferir consideravelmente no seu comportamento como: ventos, movimento das marés, temperatura, transparência da água, materiais em suspensão, pressão atmosférica, chuva, luminosidade, etc.
Um bom conselho é conhecer bem o local de pesca e anotar sempre as características de cada pescaria.
Outras Informações - Com a temperatura da água superior a 21°C torna-se ativo na superfície. Abaixo desta até aproximadamente 15°C pode ser encontrado à meia água e fundo. Temperatura inferiores a 10°C pode ser letal para o robalo.
A pressão atmosférica é fundamental para a sua pesca, onde o ideal vai entre 1015mb e 1017mb.
Acessórios - linha 17lb (7,7 kg), vara de 1,65, molinete que comporte 100 m de linha 20lb. É importante, dependendo do local onde está se pescando, unir a linha com um arranque transparente de 20lb a 30lb.

